Doenças resistentes podem inviabilizar o controle químico

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7 Dezembro 2021

Doenças resistentes podem inviabilizar o controle químico

É fundamental adotar um bom manejo de resistência para preservar a eficácia dos fungicidas no longo prazo.

A consagrada teoria evolucionista, criada pelo cientista Charles Darwin, ensinou ao mundo princípios de perpetuidade dos seres vivos. Por meio da chamada “seleção natural”, a teoria demonstrou que os seres vivos são capazes de evoluir ao passar do tempo, adaptando-se às condições ambientais do local onde vivem.

Desse modo, indivíduos com características genéticas que favorecem a sobrevivência vão se reproduzir e deixar descendentes mais adaptados ao meio, aumentando ainda mais a frequência desse perfil genético ao longo das gerações vindouras. O assunto tratado comumente nas disciplinas de biologia não fica restrito às salas de aula: a teoria evolucionista pode ser aplicada no campo para explicar fenômenos que tiram o sono dos agricultores.

O conceito de seleção natural pode explicar perfeitamente o que está acontecendo com o manejo de doenças na sojicultura, em especial com a ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que é a doença mais preocupante para o setor. A ferrugem asiática foi registrada pela primeira vez em 2001 e, desde então, vem desafiando o manejo.

De acordo com o pesquisador Carlos Utiamada, que atua na Tagro Tecnologia Agropecuária em Londrina (PR), trata-se de uma doença agressiva e o fungo produz milhões de esporos, que são levados pelo vento e colaboram para a infecção em novas áreas rapidamente. “A ferrugem tem um potencial de dano muito alto, já vi lavouras que chegam a perder até 90% [do potencial produtivo]. É o temor de muitos produtores”, conta.

Desde o surgimento da doença, os sojicultores vêm utilizando diferentes tipos de fungicidas. Inicialmente, o manejo tinha sucesso com o uso de triazóis, que apresentavam excelente controle curativo. Com o passar dos anos e o uso frequente do mesmo modo de ação nas lavouras, esse grupo químico começou a perder eficiência. Isso aconteceu em decorrência da seleção natural. O fungo consegue se adaptar ao longo dos anos, os descendentes “mais fortes” sobrevivem e se reproduzem. Então, em um determinado momento, simplesmente o fungicida não surte mais o efeito desejado.

O manejo de doenças na soja precisou evoluir também e os produtores passaram a utilizar novos produtos, com a chegada dos grupos estrobilurinas e carboxamidas. “O uso continuado desses fungicidas, principalmente os triazóis, que apresentavam excelente controle, foi promovendo também a resistência do fungo para o fungicida. Em 2007, tivemos os primeiros relatos de falha de controle”, conta o pesquisador.

A seleção natural não deu trégua e, com as adaptações para sobrevivência do fungo, foi preciso inovar ainda mais no manejo. “Com esse uso contínuo, principalmente dos triazóis, o fungo foi conseguindo se adaptar e foi adquirindo a resistência. Para diminuir essa questão, começou-se a utilizar produtos antigos protetores ou multissítios para dar um reforço e, além de controlar a doença, impedir o aumento de resistência do fungo”, diz Utiamada.

Uma das melhores formas de driblar a resistência dos fungos aos fungicidas é adotar um manejo estratégico e preventivo, com fungicidas eficazes e rotação de grupos químicos, a fim de manter a longevidade das ferramentas de controle no mercado. O uso de defensivos agrícolas precisa ser consciente e responsável, sempre pensando em retardar o inevitável processo de seleção natural que favorece o surgimento de patógenos resistentes aos agroquímicos. “É importante frisar que, infelizmente, hoje há poucos produtos isolados com eficácia significativa para controle de ferrugem e até mesmo outras doenças foliares na cultura da soja. Nós temos que preservar esses produtos para ter uma utilização deles a longo prazo”, alerta o doutor em Agronomia Hercules Diniz Campos, que é pesquisador na Campos Pesquisa Agrícola, em Rio Verde (GO), e professor da Universidade de Rio Verde (UniRV).

O manejo de resistência preconiza a rotação de ingredientes ativos e diversificação de mecanismos de ação dos fungicidas para maximizar a performance do controle químico, além de colaborar para a preservação do potencial dessas tecnologias. Mas, não apenas isso: há um conjunto de boas práticas agrícolas recomendadas, tais como respeitar o vazio sanitário da soja, respeitar o zoneamento climático, privilegiar variedades de soja precoce e com genes de resistência, realizar o monitoramento da lavoura e aplicar os defensivos agrícolas no momento ideal, ou seja, preventivamente e nos intervalos indicados pela empresa.

É preciso ter consciência de que a chegada de uma nova tecnologia não significa uma tábua de salvação. Infelizmente, todo defensivo agrícola está sujeito a perecer em decorrência da seleção natural. Essa máxima vale tanto para os patógenos que causam doenças na soja, quanto para quaisquer pragas que atacam as lavouras. Até mesmo as plantas daninhas estão evoluindo continuamente e têm manifestado resistência à aplicação de defensivos agrícolas. Desse modo, ao utilizar qualquer tecnologia de controle químico, o produtor agrícola precisa sempre priorizar a adoção de boas práticas agrícolas.

Também vale a pena reforçar que o desenvolvimento de uma nova molécula para lançamento de um produto agrícola exige muitos anos de pesquisa e as empresas ainda enfrentam uma fila de espera para que o produto seja aprovado pelos órgãos reguladores e obtenha o registro. Desse modo, é fundamental evitar que as ocorrências de doenças, pragas e plantas daninhas resistentes se propaguem tão rapidamente. Os cuidados são essenciais para preservar a eficiência das tecnologias disponíveis no mercado e as que ainda virão.

A Sumitomo Chemical está aguardando o registro de uma solução inovadora e com alto potencial para o controle da ferrugem asiática e outras doenças na sojicultura. Vem aí o fungicida gigante em performance, uma mistura eficiente de carboxamida, com ingrediente ativo Impirfluxam e triazol, ingrediente ativo Tebuconazol, que já vem sendo testada por pesquisadores e que vai colaborar para o manejo de resistência nas lavouras.

Os produtores podem aguardar um fungicida que garante eficácia superior, com modo de ação poderoso e ação sistêmica para ter sucesso no controle da ferrugem asiática e da mancha alvo. O objetivo da tecnologia é potencializar a produção de soja e preservar a lucratividade do agricultor. A nova solução inovadora da Sumitomo Chemical vem sendo testada em campos experimentais e surpreendendo pesquisadores. O lançamento do produto está previsto para o segundo semestre de 2021. Acompanhe os canais de Comunicação da Sumitomo Chemical para conhecer o novo fungicida.

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