Soja

Soja: a estrela do agro brasileiro

Com cerca de 6 milímetros de diâmetro e pesando, em média, 0,2 grama, um grão de soja é pequeno em tamanho, mas gigante em importância para o agronegócio brasileiro. O Brasil é o maior produtor e maior exportador de soja do mundo.

Na safra 2020/21, o cultivo da oleaginosa ocupou 38,53 milhões de hectares, resultando em uma colheita recorde de 135,91 milhões de toneladas de grãos. A soja surpreende em todos os sentidos, por sua versatilidade e função em diversos setores. É utilizada na formulação de rações animais, sendo essencial principalmente na avicultura e na suinocultura.

Desempenha papel importante na alimentação humana, como matéria-prima para fabricação de óleo refinado, margarina, queijos, molhos, farinhas, entre outros produtos alimentícios. Além disso, a soja é usada na produção de biodiesel e tem utilidade na indústria cosmética e farmacêutica.

Outro destaque é que a sojicultura carrega tecnologia de ponta: em cerca de 98% da área plantada no Brasil são utilizadas variedades de soja geneticamente modificadas, visando aumentar a produtividade e proteger as lavouras da incidência de pragas, doenças e plantas daninhas para que mantenha o máximo do potencial produtivo.

Pela importância que representa na economia, a soja é alvo de pesquisas científicas e investimentos em diversas áreas, voltadas para melhoramento genético e biotecnologia, desenvolvimento de soluções para proteção de cultivos, entre outros ramos. As novas tecnologias buscam otimizar o uso de recursos naturais, aumentar a eficiência no uso de insumos e melhorar a performance das operações de campo, do plantio à colheita.

Tudo isso se traduz no sucesso da sojicultura brasileira e a Sumitomo Chemical faz parte dessa história, criando soluções inovadoras para fortalecer o setor. Com nossas novas tecnologias, os sojicultores poderão alavancar ainda mais a produção e a renda no campo, gerando mais riquezas para o Brasil.

Desenvolvimento da cultura da soja

A fenologia estuda as fases de crescimento e desenvolvimento das plantas, colaborando para o entendimento sobre as necessidades da lavoura e para melhorias de manejo. Saiba quais são os estádios fisiológicos da soja.

Estádios vegetativos

Emergência

Esse estádio representa a plântula recém-emergida. Os cotilédones, estruturas com reservas nutricionais para o desenvolvimento do embrião da planta, surgem acima da superfície do solo. Esse é um momento de grande vulnerabilidade, por isso é recomendável realizar um Tratamento de Sementes com efeito residual duradouro visando proteger a lavoura contra o ataque de pragas de solo e doenças na fase inicial do cultivo, para evitar redução de estande.

Cotilédone desenvolvido

Nesse momento, os cotilédones já estão totalmente abertos. As folhas jovens parecem “cilindros”, que vão se abrindo. Desse modo, aqui as folhas unifolioladas não estão mais enroladas ou dobradas, então os bordos delas não mais se tocam. Essa fase é crítica devido ao potencial de ataque dos patógenos de solo e deve ser monitorada.

Primeiro nó

Os estádios posteriores ao VC são numerados de acordo com o desenvolvimento de folhas dos nós superiores. Ou seja, durante o V1, a planta apresenta o primeiro nó maduro. Aqui, as folhas unifolioladas estão desenvolvidas e a primeira folha trifoliolada já se encontra aberta. A planta já se sustenta por meio de fotossíntese realizada pelas folhas e absorção de nutrientes e água por suas raízes.

Segundo nó

A planta de soja pode alcançar cerca de 20 centímetros de altura. Observam-se três nós: o nó unifoliado e os dois primeiros nós trifoliados com os folíolos desdobrados. A partir desse momento, o crescimento das raízes e a fixação biológica de nitrogênio passam a se intensificar. Além disso, a planta começa a ser mais impactada pela matocompetição, então é recomendável reforçar as medidas de manejo de plantas daninhas.

Terceiro nó

Com o terceiro nó maduro, aqui temos a segunda folha trifoliada completamente desenvolvida, com seus três folíolos já expandidos, e vemos a terceira folha trifoliada suficientemente aberta, de modo que os bordos não se tocam.

Quarto nó

Sucessivamente, a planta de soja segue crescendo. Observa-se a terceira folha trifoliada já desenvolvida e a quarta folha aberta. As pragas iniciais perfuradoras e mastigadoras seguem ameaçando o cultivo, da semeadura até o estádio V5.

Quinto nó

Esse é um estádio muito importante porque definirá o potencial produtivo da lavoura, já que nesse momento geralmente é sinalizada a quantidade de nós que a planta poderá ter. A quantidade de nós determina o desenvolvimento de ramos laterais e, consequentemente, a formação de vagens e grãos.

Enésimo nó

O VN representa a presença do último nó da soja, localizado no topo da planta. Desse modo, a “enésima” folha trifoliada se desenvolveu e a folha “enésima + 1” está aberta. O número total de nós muda conforme a variedade de soja cultivada e condições ambientais. Esse estádio precede o surgimento das flores de soja.

Estádios reprodutivos

Início do florescimento

Esse estádio é marcado pela abertura da primeira flor, em qualquer nó na haste principal da planta.

Florescimento pleno

Surgem várias inflorescências simultaneamente na haste principal e presença de flor completamente desenvolvida em algum dos dois últimos nós no topo da planta. Além disso, o sistema radicular já está totalmente desenvolvido e a planta intensifica a acumulação de nutrientes e matéria seca, que seguirá até após o estádio R6. É um bom momento para avaliar questões nutricionais por meio de diagnose foliar. Também é recomendável reforçar o monitoramento entre os estádios R2 e R3 para combater pragas e doenças, visando minimizar perdas.

Início da frutificação

As primeiras vagens começam a surgir no terço superior da planta sobre a haste principal, com comprimento em torno de 5 milímetros. O estádio R3 dá sinais de qual será o rendimento da planta, permitindo estimar o número de vagens. É uma fase sensível para a planta, em que condições estressantes como a falta de chuvas podem provocar abortamento de vagens.

Frutificação plena

Observam-se os chamados “canivetes”, que são as vagens formadas, com cerca de 2 centímetros de comprimento, e folhas desenvolvidas no terço superior da planta.

Granação

O estádio R5 representa o enchimento do grãos até que eles atinjam o máximo tamanho potencial. É uma fase extremamente importante para o rendimento da soja e merece atenção porque o ataque de pragas sugadoras compromete a qualidade e peso dos grãos de soja.

Vagem cheia

Os grãos verdes já ocupam todo o interior da vagem. Após o estádio R6, tem início a senescência (amarelamento) e queda das folhas.

Maturação fisiológica

Tem início quando a primeira vagem na haste principal apresenta coloração de madura e esse estádio segue até o momento em que a planta interrompe o acúmulo de matéria seca.

Maturação plena

A planta de soja conclui o processo de maturação, atingindo o ápice de desfolha natural, e apresenta pelo menos 95% de vagens já maduras, sendo necessário apenas aguardar que a soja atinja o ponto de umidade ideal para realizar a colheita.

Proteção de cultivos

Desde o dia em que as sementes de soja são semeadas no solo, a cultura já começa a enfrentar desafios. As sementes podem ser atacadas por patógenos de solo que comprometem o estabelecimento da cultura. Inúmeras pragas e microrganismos causadores de doenças da soja ameaçam o desenvolvimento da lavoura ao longo de toda a safra. Além disso, a presença de plantas daninhas também preocupa os sojicultores, já que as ervas invasoras disputam por nutrientes, água e luz solar, causando a chamada matocompetição com a soja. Saiba quais ameaças podem ser combatidas com soluções Sumitomo Chemical para a sojicultura:

Plantas daninhas

Pragas

Doenças

Soluções Sumitomo Chemical para soja

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Herbicidas

A cada safra, os sojicultores são desafiados por novos problemas para controlar plantas daninhas e o manejo requer estratégias mais eficazes. Essa necessidade surge especialmente em razão do aumento da incidência de resistência. O quadro se agrava inclusive com casos de resistência múltipla como, por exemplo, a descoberta de um biótipo de buva resistente a cinco diferentes mecanismos de ação.

Atualmente, já se sabe que a adoção tradicional e generalizada do glifosato se mostra insuficiente no campo. Espécies como a buva, caruru, capim-amargoso e capim pé-de-galinha estão exigindo a adoção de novas tecnologias para que o produtor realmente consiga controlar as invasoras.

Nesse cenário desafiador, ganha cada vez mais relevância o ZethaMaxx®, herbicida pré-emergente de amplo espectro da Sumitomo Chemical que é eficaz no controle de plantas daninhas de folhas largas e de folhas estreitas. O produto de composição única e ação residual apresenta alta seletividade e não causa carryover nas culturas subsequentes à soja.

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Fungicidas

Quando se pensa em doenças nas lavouras de soja, certamente a primeira palavra que vem à mente do sojicultor é a ferrugem, já que ela representa o maior potencial de dano econômico para a cultura, podendo causar perdas de até 90% na lavoura. No entanto, a sojicultura também é ameaçada por várias outras doenças, tais quais a mancha-alvo e o mofo-branco.

Já foram identificadas mais de 40 doenças na sojicultura brasileira. Embora a importância econômica de cada doença na soja seja difícil de mensurar e ainda varie a cada safra de acordo com a região de cultivo e clima, a recomendação é uma só: remediar esse problema investindo em fungicidas eficazes. Entre os exemplos está Sialex®, uma poderosa arma contra o mofo-branco. A solução proporciona boa penetração do fungicida sistêmico nas plantas de soja, residual prolongado e estabilidade em condições de chuva.

Outra tecnologia de destaque é Excalia Max®, que traz o Indiflin™, uma molécula inovadora desenvolvida pela Sumitomo Chemical pertencente ao grupo químico das carboxamidas, em mistura com o triazol Tebuconazole. Trata-se de um potente fungicida com sítio específico de ação para combater doenças fúngicas na soja.

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Inseticidas

O desafio de combater pragas se inicia ainda na entressafra, já que várias lagartas e percevejos sobrevivem em cobertura a ser dessecada. Se não manejadas de forma eficaz, as populações desses insetos evoluem exponencialmente, trazendo danos severos para a soja. A partir do plantio e emergência, a soja passa a ser ameaçada por patógenos de solo e depois por insetos de superfície.

Inúmeras espécies de pragas sugadoras e mastigadoras representam riscos para a cultura, até a fase de maturação da soja. Por isso, é fundamental investir em monitoramento constante das condições da lavoura durante toda a safra. O manejo ainda requer que o agricultor tome decisões rápidas para conseguir aplicar inseticidas eficientes e capazes de atingir o alvo na hora certa.

O clima tropical do Brasil e o cultivo de até três safras sucessivas ao ano em sistema de plantio direto são fatores que favorecem a incidência de pragas. Mas, o agricultor não deve recuar ou comprometer sua atividade por causa disso. Invista em tecnologias eficazes como Abaday®, inseticida com duplo modo de ação da Sumitomo Chemical para controlar todo o complexo de lagartas na soja, oferecendo choque potente e residual prolongado.

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BioRacionais

A Sumitomo Chemical oferece uma consagrada linha de BioRacionais, formada por reguladores de crescimento vegetal e produtos biológicos. Para a cultura da soja, nossa linha de Reguladores de Crescimento conta com dois produtos MaxCel® e o ProGibb®, O MaxCel® auxilia na melhoria da arquitetura da planta e o ProGibb® auxilia no pegamento de vagens, melhorando assim o potencial produtivo da cultura.

Como exemplo temos no Brasil mais de 500 áreas colhidas na safra 20/21, com um aumento de 3,7 sacas por hectare. Para combater as lagartas que afetam a cultura da soja, principalmente as Spodopteras, que tem aumentado a infestação nos últimos anos, a Sumitomo Chemical conta com o produto XenTari®, um produto biológico formulado com a bactéria Bacillus thuringiensis, único no mercado com 4 proteínas cry + VIP3A, conferindo alto controle com máxima sustentabilidade.

E a Sumitomo Chemical está agregando à sua linha de BioRacionais, o inovador nematicida biológico AveoTM EZ, para controle de nematoides na soja, problema que tem crescido muito na cultura nos últimos anos, causando grandes perdas aos agricultores. Além do controle de nematoides o AveoTM EZ tem uma ação bioestimulante na planta que confere aumento de produtividade.

Tratamento de Sementes

O Tratamento de Sementes é uma prática amplamente recomendada durante a fase inicial de desenvolvimento da lavoura, para o controle de fungos presentes nas sementes e no solo e para prevenir o ataque de pragas, doenças e nematoides, que podem atingir os mais variados cultivos.

Para um melhor arranque inicial e preservação do estande ideal da lavoura, a Sumitomo Chemical possui a solução completa para o Tratamento de Sementes, com o inseticida Maestro® FS , um inseticida a base de Fipronil , que é uma referência no segmento para o controle de pragas mastigadoras e o produto Inside® FS, que possui como ingrediente ativo a clotianidina , e é considerado um dos principais produtos para o manejo de sugadores.

Além disso, no portfólio de soluções da Sumitomo Chemical está contemplado o tratamento híbrido de sementes, uma solução inovadora que ajuda no ciclo produtivo das lavouras de soja e milho, contribuindo para uma safra mais rentável para o agricultor.

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